Processos Fundamentais de Cognição Social




Impressões
Noções criadas no contacto com as pessoas que nos fornecem um quadro interpretativo para as julgarmos no que elas são e nas suas reações:
-Diretas: formada a partir da própria experiencia.
-Indiretas: formada a partir da experiência dos outros.

Categorização Social (Allport)
Categorizar é incluir pessoas e acontecimentos singulares em conjuntos familiares; integrar num conjunto máximo de informação, economizando estratégias de pensamento e facilitando a atuação na realidade; identificar objetos e acontecimentos portadores de marcas ou sinais próprios das categorias em questão; atribuir aos objetos caracterizados um complexo de ideias e emoções que passa a permanecer em cada um deles. É um processo racional que parte de verdades devidamente comprovadas. Padrão ou Traço Central designação que Asch deu aos atributos marcantes que determinam a perceção geral de uma pessoa.

Expetativa
Atitude psicoafectiva que em dadas circunstâncias leva o individuo a efetuar antecipações relativamente a determinadas ocorrências sociais. Para Asch, as primeiras impressões é que perduram, devido ao efeito de primazia => os atributos ganham sentidos diferentes conforme o contexto sugerido pelos traços indicados no inicio de cada lista de adjetivos caracterizadores de uma pessoa, por exemplo.

Atitudes
Predisposições adquiridas e relativamente estáveis que levam o indivíduo a reagir de forma positiva ou negativa em relação a um objeto de natureza social.
Componentes das Atitudes:
Intelectual – o que sabemos ou acreditamos saber acerca de algo (a leitura desenvolve o espírito);
Emocional – o que sentimos acerca de algo (Aprecio a leitura de bons livros?);
Ativa – o que estamos dispostos a fazer em relação a algo, é o resultado das interações estabelecidas entre os elementos cognitivos e afetivos (desejo de adquirir um livro).

Dissonância Cognitiva
Apesar de saber que está errado, a pessoa continua a praticar determinado ato, vive numa situação de dissonância cognitiva, facto que o deixa incomodado em virtude da contradição.


Representações Sociais
São a modalidade de conhecimento, socialmente elaborada e partilhada, com um objetivo prático e contribuindo para a constituição de uma realidade comum a um conjunto social. Conjunto de ideias sobre os mais variados assuntos.
Critério quantitativo – é comum a um conjunto numeroso de indivíduos, é sempre partilhada por um grupo;
Critério genético – é uma produção coletiva, é sempre forjada nas interações sociais e na comunicação entre os elementos do grupo;
Critério da funcionalidade – desempenha papéis específicos na sociedade que a elaborou, este critério pragmático faz das representações teorias sociais práticas, tornando-se uma espécie de programas de comunicação quando surgem problemas para o grupo.

Objetivação
Forma como se organizam os elementos da representação e o percurso que efetuam até chegarem a exprimir uma realidade pensada que é tida como natural. Capacidade de transformar conceitos em coisas (bicho papão como figura aterradora). O processo de objetivação é uma espécie de naturalização em que os conceitos adquirem realidade, em que o abstrato e mental passa a concreto e material.

Ancoragem
Processo cognitivo relacionado com a objetivação, cuja ocorrência tanto pode precedê-la como segui-la.
Antecede – torna familiar e conhecido o que o não é ainda. Toda a representação social funciona como um código interpretativo em que ancora o desconhecido;
Segue – tem a função de organização social, atribuindo sentido a conhecimentos, pessoas, etc; veicula uma certa instrumentalização do comportamento das pessoas.


Fatores de Cognição Social
Influência da família, amigos:
Infância – a criança vive num mundo restrito em que os pais são os modelos com que deseja identificar-se, por que nutre respeito e estima, pelo que aquilo que dizem ou fazem é incondicionalmente aceite não sendo suscetível de ser posto em causa;
Adolescência – o adulto vai perdendo credibilidade e o jovem desloca o objeto de identificação do adulto para os amigos, que assumem nesta fase caráter preponderante na vida do jovem;
Idade Adulta – é mais estável no que respeita a cognições e atitudes comportamentais, e nesta idade que se faz a chamada cristalização das crenças e atitudes.

Influência dos mass media:
Pressuposto da informação partilhada – as imagens e representações que passam na TV têm já em si a ideia de consenso, de partilha por uma larga comunidade, o que facilita a adesão conformista;
Incremento do processo de objetivação – a expansão do áudio visual fez com que entrássemos num mundo de imagem e rostos que lhes conferem a materialidade de que necessitam para se tornar realidade;
Impacto das vivencias vicariantes (dos outros) – através do visionamento das ações dos outros, o espectador te acesso a comportamentos que têm o mesmo impacto que a experiência direta.

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