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Jane Goodall





Goodall é conhecida pelo seu estudo da vida social e familiar dos chimpanzés. Ela começou a estudar no Parque Nacional Gombe Stream, na Tanzânia, em 1960. Viu factos esquecidos por rígidas doutrinas científicas, como o fato das espécies terem personalidades únicas, ideia pouco convencional na época.
Ela descobriu que, “não são apenas os seres humanos que têm personalidade, capazes do pensamento racional e emoções como a alegria e a tristeza”. Também observou comportamentos, como abraços, beijos, palmadinhas nas costas e até mesmo cócegas, o que se considera como “ações humanas”.
Goodall insiste em que estes gestos são evidências de que “os mais próximos vínculos afetivos que se desenvolvem entre os membros da família e outras pessoas dentro de uma comunidade podem persistir por toda a vida útil por mais de 50 anos”. Estes resultados sugerem que há semelhanças entre humanos e chimpanzés além dos genes, mas em emoção, inteligência, relações familiares e sociais.

A Inteligência dos Animais






A inteligência animal ou mais recentemente apelidada de cognição animal abrange o campo das capacidades mentais dos animais e é influenciada pela psicologia evolucionária. O termo inteligência animal refere-se às capacidades cognitivas dos animais não humanos, tais como a capacidade de criar ferramentas, mapas mentais e o planeamento consciente, que por tempos tinha sido considerado uma faculdade exclusiva dos seres humanos. É possível estabelecer uma diferença notória entre a inteligência animal e a humana: enquanto no Homem se encontram igualmente desenvolvidas a inteligência conceptual e a inteligência pratica, nos animais é mais frequente o desenvolvimento da capacidade de resolver problemas mediante actos motores, criação e adaptação de instrumentos, ou seja, da inteligência prática.
Assim conclui-se que a maior parte dos vertebrados têm capacidade para aprender e resolver problemas: a inteligência animal está relacionada com o desenvolvimento do sistema nervoso central, particularmente o tamanho e a complexidade do cérebro. A separação total considerada entre os seres humanos e os animais deixou de fazer sentido pois existem animais, como o macaco, que apresentam alguns processos cognitivos semelhantes aos dos homens e que resolvem problemas recorrendo a estratégias semelhantes às nossas. A capacidade de adaptação e a forma de resolver problemas manifestam as capacidades do animal.