Perdida na imensidão verde da floresta tropical que cobre as montanhas do Ruanda, uma família de gorilas vive e brinca isolada. Sentada entre os símios está uma mulher que imita os seus gestos, finge roer folhas e aos poucos ganhou a confiança do macho dominante do grupo. Essa mulher é Dian Fossey.O realizador Michael Apted trouxe ao grande ecrã a fascinante história desta zoóloga pioneira, filmando-a no habitat natural dos gorilas de montanha no Ruanda. Sigourney Weaver, num papel que lhe valeu o Globo de Ouro para Melhor Actriz Dramática, interpreta Dian Fossey, uma mulher forte e carismática, dominada pela ideia fixa que constituía a sua maior força e, talvez, levou à sua trágica morte.
De todo que não conhecia a história
desta mulher, Dian Fossey. Talvez nos dias que correm todos já ouviram falar no
seu nome, mas o filme cuja sinopse se encontra a cima mostra-nos uma realidade diferente, onde vale a pena lutar por
aquilo que realmente queremos proteger. Foi uma senhora cheia de coragem, que
lutou pela sobrevivência dos gorilas (na altura, em 1966, em vias de extinção)
até à morte, literalmente falando. O assassinato dela continua um mistério até
hoje, embora se calcule facilmente quem o fez.
Tudo o que ela fez foi importantíssimo para a protecção desta espécie, ainda
mais na época em que um simples pelo de um gorila poderia valer
milhões. É inspirador, mas também um pouco revoltante e assustador, pensar que
realmente, quando nos metemos com grandes poderes e interesses, é tão fácil
calarem-nos como no final! Até poderíamos chama-lo de
um ato de cobardia por parte de quem o fez, quando os motivos são apenas negócios. Embora meros negócios para nós,
tão grandes para quem os faz. É um filme que mexe com os sentimentos dos mais sensíveis e que nos faz aprender muito com ele.

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