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Processos de Relação entre Indivíduos e Grupos
Atração
Enquanto comportamento (traduz-se nas ações que um individuo executa de modo a favorecer ou a aproximar-se de outro; enquanto emoção (conjunto de sentimentos positivos que um individuo experimenta ao interagir com outro).
Fatores de Atração: proximidade física; desejo de afiliação; beleza; similaridades interpessoais; reciprocidade.
Agressão
Comportamento hostil e violento, dirigido a um alvo considerado como obstáculo às pretensões do indivíduo.
Fatores:
•Por parte de outrem
•Aprendizagem social
•Frustração
•Efeito cumulativo de frustrações
Amor
Emoção caracterizada por uma intensa concentração no objeto amado a que se associa forte excitação fisiológica e um desejo constante da sua presença. Vinculação (necessidade do outro), preocupação, intimidade (comunicação profunda).
Kelley: Amor passional (necessidade do outro); pragmático (confiança e tolerância); altruísta (preocupação e cuidado).
Sternberg (teoria triangular do amor): Intimidade (componente emocional, sentimento de proximidade, de vinculação ao outro); paixão (componente motivacional, impulsos, atração física); compromisso/decisão (comp cognitiva, a curto prazo – consciência que se ama o outro, a longo prazo – aceitação da continuidade da relação).
Esteriotipos
Ideias generalizadas sobre pessoas ou coisas. Características: natureza cognitiva; configuram realidades exteriores ao sujeito; visões rígidas e simplistas dos objetos em que incidem; esquemas unificadores; muitas vezes são associados a visões preconceituosas. Porque é que se mantêm? Desenvolvem-se em virtude do seu poder cognitivo e preditivo, fácil confirmação, enorme eficácia quando à integração social dos indivíduos.
Preconceitos
Atitude geralmente negativa resultante de um juízo desfavorável que foi prévia e infundadamente constituído, são de natureza emocional. Origem: personalidade autoritária (Adorno estas pessoas compreendem apenas a conduta das pessoas que mostram submissão as grandes figuras autoritárias), fatores sociais (Pettigrew origem em pressões, normas vigentes em dados momentos históricos), espírito fechado (Rokeach acha que os preconceitos são de natureza intelectual; estas pessoas dispõem de crenças que resistem à mudança, mesmo quando confrontadas com novas informações, generalização indevida (Allport acha que são formas de pensar mal dos outros sem fundamento suficiente e deve-se a generalizações incorretas).
Discriminação
Por verbalização negativa (falam dos seus preconceito no endogrupo); evitamento (evitam o exogrupo); discriminação (excluem o exogrupo); ataque físico (o endogrupo agride o exogrupo); extermínio (liquidação do exogrupo).
Conflito
Origem dos Conflitos – luta de interesses (Sherif). Formação de grupos, instalação do conflito (o endogrupo uniu-se ainda mais).
•Privação – um grupo tem acesso a mais coisas que o outro;
•Preconceito – tudo é desculpa para se criar um preconceito através de boatos;
•Frustração – quando não alcançam os seus objetivos ;
•Bode expiatório – há uma pessoa que leva com as culpas;
•Antagonismo de interesses – os dois grupos querem a mesma coisa, que só pode pertencer a um deles.
Resolução do conflito/cooperação contacto (face a face para descobrirem as suas semelhanças => têm que possuir estatuto idêntico, prosseguirem os mesmos objetivos, disporem de apoio social); dominação (imposição da solução por um dos grupos); submissão (cedência de um grupo às exigências do outros); mediação (recurso a alguém exterior); inação (não fazer nada); negociação (conjunto de cedências e exigências); objetivos supraordenados (introdução de objetivos atraentes cujo alcance é inviável se não houver união dos dois grupos).
Estratégias flexíveis – visam uma resolução amigável, participantes estão abertos ao diálogo, fazem concessões.
Estratégias inflexíveis – aspiram à vitória, atitude rígida, suscitando inflexibilidade reativa.
Negociação de princípios – evita a discussão centrada no que ambas as partes pretendem, decidindo as questões em função dos ganhos mútuos.
Na integração social os conflitos sociais assumem um papel estruturante na organização das relações entre indivíduos e grupos.
Processos de Influência entre Indivíduos
Influência – quando as ações de uns são condição de ação de outros.
Normalização
Estabelecimento de normas sociais com base na influencia recíproca dos membros de um grupo de indivíduos, hesitantes quanto aos modos convenientes de pensar e agir.
Norma social – escala de referencia ou avaliação que define uma margem de comportamentos, atitude e opiniões, permitidos ou condenáveis. A norma foi formada para reduzir a incerteza e a confusão e a sua ausência é paralisante.
Conformismo
Tendência das pessoas para aproximarem as suas atitudes e comportamentos das atitudes e comportamentos dos outros elementos do grupo.
Fatores de Conformismo (Asch)
•Autoconfiança – inversamente proporcional ao conformismo: as pessoas auto confiantes não se importam com o que os outros pensam, os conformistas têm um baixo nível de autoconfiança e autoestima;
•Unanimidade – não importa o número de pessoas que constitui o grupo unânime, importa só que estejam todos de acordo para a sua opinião (do grupo) ser levada em conta;
•Contactos visuais – quando as pessoas estão face a face sentem-se mais ’obrigadas’ a submeter-se o grupo.
Obediência
Tendência das pessoas para se submeterem e cumprirem normas e instruções definidas por outrem.
Fatores de obediência: autoconfiança (pessoas menos confiantes são mais obedientes); desejo de ser bem aceite (submissão – recompensa); desejo de agradar (como quer agradar tende a ser obediente); atração pessoal (poder atrativo de uma personalidade forte tende a fazer com que os indivíduos se submetam); autoridade; credibilidade.
Inconformismo/Desobediência: o inconformismo é o grande motor das descobertas tecnológicas, filosóficas, cientificas, etc; é eficaz na luta contra preconceitos negativos.
Processos Fundamentais de Cognição Social
Impressões
Noções criadas no contacto com as pessoas que nos fornecem um quadro interpretativo para as julgarmos no que elas são e nas suas reações:
-Diretas: formada a partir da própria experiencia.
-Indiretas: formada a partir da experiência dos outros.
Categorização Social (Allport)
Categorizar é incluir pessoas e acontecimentos singulares em conjuntos familiares; integrar num conjunto máximo de informação, economizando estratégias de pensamento e facilitando a atuação na realidade; identificar objetos e acontecimentos portadores de marcas ou sinais próprios das categorias em questão; atribuir aos objetos caracterizados um complexo de ideias e emoções que passa a permanecer em cada um deles. É um processo racional que parte de verdades devidamente comprovadas. Padrão ou Traço Central designação que Asch deu aos atributos marcantes que determinam a perceção geral de uma pessoa.
Expetativa
Atitude psicoafectiva que em dadas circunstâncias leva o individuo a efetuar antecipações relativamente a determinadas ocorrências sociais. Para Asch, as primeiras impressões é que perduram, devido ao efeito de primazia => os atributos ganham sentidos diferentes conforme o contexto sugerido pelos traços indicados no inicio de cada lista de adjetivos caracterizadores de uma pessoa, por exemplo.
Atitudes
Predisposições adquiridas e relativamente estáveis que levam o indivíduo a reagir de forma positiva ou negativa em relação a um objeto de natureza social.
Componentes das Atitudes:
•Intelectual – o que sabemos ou acreditamos saber acerca de algo (a leitura desenvolve o espírito);
•Emocional – o que sentimos acerca de algo (Aprecio a leitura de bons livros?);
•Ativa – o que estamos dispostos a fazer em relação a algo, é o resultado das interações estabelecidas entre os elementos cognitivos e afetivos (desejo de adquirir um livro).
Dissonância Cognitiva
Apesar de saber que está errado, a pessoa continua a praticar determinado ato, vive numa situação de dissonância cognitiva, facto que o deixa incomodado em virtude da contradição.
Representações Sociais
São a modalidade de conhecimento, socialmente elaborada e partilhada, com um objetivo prático e contribuindo para a constituição de uma realidade comum a um conjunto social. Conjunto de ideias sobre os mais variados assuntos.
•Critério quantitativo – é comum a um conjunto numeroso de indivíduos, é sempre partilhada por um grupo;
•Critério genético – é uma produção coletiva, é sempre forjada nas interações sociais e na comunicação entre os elementos do grupo;
•Critério da funcionalidade – desempenha papéis específicos na sociedade que a elaborou, este critério pragmático faz das representações teorias sociais práticas, tornando-se uma espécie de programas de comunicação quando surgem problemas para o grupo.
Objetivação
Forma como se organizam os elementos da representação e o percurso que efetuam até chegarem a exprimir uma realidade pensada que é tida como natural. Capacidade de transformar conceitos em coisas (bicho papão como figura aterradora). O processo de objetivação é uma espécie de naturalização em que os conceitos adquirem realidade, em que o abstrato e mental passa a concreto e material.
Ancoragem
Processo cognitivo relacionado com a objetivação, cuja ocorrência tanto pode precedê-la como segui-la.
•Antecede – torna familiar e conhecido o que o não é ainda. Toda a representação social funciona como um código interpretativo em que ancora o desconhecido;
•Segue – tem a função de organização social, atribuindo sentido a conhecimentos, pessoas, etc; veicula uma certa instrumentalização do comportamento das pessoas.
Fatores de Cognição Social
Influência da família, amigos:
•Infância – a criança vive num mundo restrito em que os pais são os modelos com que deseja identificar-se, por que nutre respeito e estima, pelo que aquilo que dizem ou fazem é incondicionalmente aceite não sendo suscetível de ser posto em causa;
•Adolescência – o adulto vai perdendo credibilidade e o jovem desloca o objeto de identificação do adulto para os amigos, que assumem nesta fase caráter preponderante na vida do jovem;
•Idade Adulta – é mais estável no que respeita a cognições e atitudes comportamentais, e nesta idade que se faz a chamada cristalização das crenças e atitudes.
Influência dos mass media:
•Pressuposto da informação partilhada – as imagens e representações que passam na TV têm já em si a ideia de consenso, de partilha por uma larga comunidade, o que facilita a adesão conformista;
•Incremento do processo de objetivação – a expansão do áudio visual fez com que entrássemos num mundo de imagem e rostos que lhes conferem a materialidade de que necessitam para se tornar realidade;
•Impacto das vivencias vicariantes (dos outros) – através do visionamento das ações dos outros, o espectador te acesso a comportamentos que têm o mesmo impacto que a experiência direta.
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